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MEMENTO VIVERE – Figuras Masculinas volta a Madri

MEMENTO VIVERE Casa de Citas

Na primeira ação da ARTEMANTICA como uma plataforma colaborativa de medidas para estimular o pensamento crítico e experiências artísticas e culturais, a série FIGURAS MASCULINAS volta a Madri para compor a exposição MEMENTO VIVERE, ao lado das artistas Luana Fischer e Sol Salama. O evento acontece na novíssima iniciativa de Beatriz Mercader, a CASA DE CITAS, e conta com trabalhos de colagem pautados por temas como o corpo, o gênero e a resiliência.

A abertura acontece no próximo sábado, 10/06, às 12h00, na Calle Rafael de Riego, 5 6ext Izq – 28045 Madrid. Para o fechamento, no dia 16/06, haverá um evento surpresa! Patrocínio Cervezas Ambar.

MEMENTO: (lat.) imperativo del futuro del verbo memini cuyo significado es “conservar en la memoria, acordarse, recordar, ser consciente de”. En su forma verbal, se traduciría por “acuérdate”. VIVERE: (lat.) infinitivo del verbo que significa, nada menos que “vivir”.

La naturaleza personal de la serie INVOKE, creada por la fotógrafa Luana Fischer en tiempos de profunda inmersión en cambios biográficos, es el producto de una invocación generada por la superación de momentos de tensión y tristeza. Vinculada a la fascinación por los elementos de la naturaleza, está en pauta el debate sobre los efectos de la exposición excesiva y desenfrenada del cuerpo femenino en la cultura visual contemporánea. Las composiciones reflejan una meditación acerca de la posición de la mujer en medio de la sociedad patriarcal. El proceso creativo de Luana consiste en registrar su cuerpo y el paisaje de Castilla y León, en el que se inmerge para trabajar sus cuestiones más personales, reorganizando los elementos a posteriori para retratar el universo más profundo de su realidad subjetiva.

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INVOKE – Luana Fischer

Carolina Matos utiliza el bordado, una técnica históricamente asociada a la mujer aprisionada en el universo domiciliar, para actuar como agente de cambio a través de una mirada culturalmente crítica. En la serie FIGURAS MASCULINAS, la feminidad de los personajes anónimos surge a través de los colores y formas del diseño cosido. Las fotografías provienen de un archivo comprado en una subasta, y al subvertir el simple consumo de imágenes asociado al régimen visual contemporáneo, la artista sugiere una representación que trasciende los estereotipos del género. Las metáforas visuales se construyen a partir de las formas geométricas, que surgen intuitivamente durante el proceso, y el resultado es la transformación de las fotografías originales en nuevas piezas. Su valor está compuesto tanto por la personalidad intrínseca a las figuras como por el adorno agregado.

FIGURAS MASCULINAS – Carolina Matos

Sol Salama, por primera vez en exposición, nos presenta una mirada poética, suave y delicada, producto inmediato de sus vivencias recientes. Las composiciones mezclan la anatomía con el paisaje, creando territorios emocionales cuyo protagonista es el vértigo ante el cambio. En la serie RESILIENCIA conviven la memoria, la añoranza de la niñez y un profundo impulso vital por combatir el miedo a la ausencia y al abandono. En sus piezas, están presentes la complejidad y la contradicción de una realidad que, cargada de ternura y belleza, en una fracción de segundo se vuelve atemorizadora. En los collages, hay una esperanza latente de que lo conmovedor y lo bello supere al miedo y venza sobre todas las cosas.

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“Onde o Rio encontra o Mar. City and Sea” – Lançamento do livro no Rio!

É com grande prazer que convido todos para o lançamento do livro “Onde o Rio encontra o Mar. City & Sea”, da designer carioca Maria Lago, publicado pela Editora Língua Geral, do qual participei com a série “Transnatural”.

O livro pretende reproduzir um passeio pelo Rio, traduzindo visualmente o diálogo único entre praia e cidade que marca o estilo da nossa vida carioca.

O texto de apresentação é de Isabel De Luca e as imagens são de Luiza Baldan, Lucas Bori, Marcos Chaves, Pedro Garcia (Cartiê Bressão), Demian Jacob, Carolina Matos, Vicente de Paulo e Tiago Petrik. E também algumas da Maria. Colaboração especial de Nereo Zago.

A festa acontece na quinta-feira, dia 17 de Novembro, às 18h, no Restaurante Temporada, Hotel Arpoador, Rio de Janeiro. 

Patrocínio: Prefeitura do Rio de Janeiro, Terminal Garagem Menezes Cortes, Hotel Ipanema Inn e Hotel Arpoador.
Apoio: Restaurante Temporada.

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Dia Internacional da Mulher

Há algum tempo escrevi um texto no blog explicando minha relação com a costura e o bordado. Aprendi com as minhas avós essa arte tão linda e delicada, que requer tempo e dedicação. Com elas passei incontáveis horas tecendo pontos, imaginando traçados, e agora me dou conta de que aprendi muito mais, aprendi com elas sobre ser mulher… Nossas conversas, entre suas lembranças e histórias, me ensinaram como evoluímos no último século e me fizeram ter orgulho, de ser o que sou, com tudo que isso implica. Desde pequena namoro com essa técnica, e agora apresento pra vocês um trabalho dessa nova série, que transcendeu a fotografia pra moldar direto no papel o desenho bordado do amor que pode de gerar vidas. Viva as mulheres, nosso dia é todo dia!

 

Desenho 100% bordado em papel.

“Coração Selvagem”. Desenho 100% bordado em papel.

 

Falando em bordado (e no meu vício por História da Arte), como não citar o quadro “Fábula de Aracne”, mais conhecido como “Las Hilanderas”, de Diego Velázquez (1657), que se encontra em Madri, no Museo del Prado? Nesse quadro, fica claro que essa é também uma técnica para contar histórias, nesse caso através da tapeçaria, labor da mulher na Fábrica de Tapices de Santa Isabel de Madrid, que vem desde Penélope na Odisséia de Homero até a nossa tradição atual, com desenhos super contemporâneos com o das meninas do Clube do Bordado (sou fã)! O tecido é um meio ligado à arte e a tapeçaria, mas que tem a força do ferro e do fogo na representação!

"Las Hilanderas", Diego Velázquez, 1657. Museo del Prado.

“Las Hilanderas”, Diego Velázquez, 1657. Museo del Prado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Calçadão na Feira do Livro de Fotografia em Lisboa

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Nesse final do semana o livro Calçadão do Leme ao Leblon participou da 6a Feira do Livro de Fotografia de Lisboa, continuando a série de conexões entre Brasil e Portugal que fluíram durante todo o processo desse projeto!

Em primeiro lugar é preciso contar que as ondas reproduzidas no padrão gráfico do Calçadão carioca seguem o padrão de “O Grande Mar” da praça do Rossio em Lisboa. Esse desenho lisboeta representa o encontro das águas doces do Tejo com o Oceano Atlântico. Essas ondas atravessaram a imensidão que nos separa e mantiveram o padrão lisboeta não apenas no desenho, mas também no material utilizado: as legítimas pedras portuguesas! Atracaram de vez na praia carioca no começo do século XX.

Em 2014 ocorreu outro encontro luso-brasileiro como convite do jornalista e escritor português Hugo Gonçalves, então radicado no Rio de Janeiro como editor da Língua Geral, para que eu fizesse a curadoria da reprodução dessa atmosfera do calçadão no formato livro. Foi um prazer imenso fotografar a orla para a série #calçadão #realvirtual e também convidar os fotógrafos Lucas Zappa, Felipe Braga e Benoit Fournier para que fizessem o mesmo, editando os trabalhos e construindo essa narrativa visual que parece um passeio na praia!

Abaixo seguem as fotos do evento, onde o livro dividiu espaço com outros projetos extraordinários como a Rev. Nacional do JR Duran e a Coleção Ipsis de Fotografia Brasileira. calçadão_lisboa_03

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Título do livro: Calçadão: do Leme ao Leblon

Gênero: Arte/Fotografia

Autor: Carolina Matos (org.)        

Editor: Editora Língua Geral

ISBN: 9788560160976

Ano de Publicação: 2014

Número de páginas: 144

Dimensões: 27,5 x 20 cm

Design Gráfico: O Cubículo

Tratamento de Imagens e Produção Gráfica: Joanna Americano Castilho

Impressão: Ipsis Gráfica e Editora

“Figuras Masculinas” – entrevista para Rádio Nacional de España

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Está no ar a entrevista que eu dei para o programa Emissão em Português, comandado pela jornalista brasileira Estela Viana na Radio Nacional de España, sobre a série Figuras Masculinas, que fica exposta no Bahiana Club de Madri até a quinta-feira, dia 05/11. Foi uma delícia conversar com a Estela e contar um pouco mais sobre esse trabalho de bordar fotografias, além de falar um pouco sobre minha trajetória, tanto na Espanha quanto no Brasil!

O programa de rádio, com duração de 30 minutos, é um informativo diário e de diversas seções que tratam de assuntos de interesse mútuo tanto para a Espanha como para o Brasil. Realizado em português nos estúdios da Rádio Exterior da Espanha em Madri, o programa também oferece reportagens e entrevistas que abarcam todos os âmbitos da atualidade informativa.

O áudio da entrevista, em português, pode ser ouvido aqui:

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“Calçadão: do Leme ao Leblon” na Europa!

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O livro “Calçadão: do Leme ao Leblon” foi selecionado para participar da 6a Feira do Livro de Fotografia de Lisboa! Essa convocatória, que tem como intenção mostrar o que se faz hoje no domínio da edição dedicada à fotografia e revelar ao público português a qualidade e originalidade da produção vinda do Brasil, contará com outros trabalhos de grande qualidade, como o novíssimo “Ninguém é de ninguém” do fotógrafo Rogério Reis, editado pela Olhavê.

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Também desse lado do oceano, participei do encontro do Photobook Club Madrid, no qual pude apresentar tanto o Calçadão, como o Arpoador Homenagem para o público espanhol. Os livros foram posteriormente doados para a Biblioteca de Bellas Artes da Universidad Complutense de Madrid!

Estou muito feliz com a oportunidade de levar o nosso Calçadão para o outro lado o oceano e muito orgulhosa desse projeto e equipe maravilhosa. O trabalho da produtora gráfica Joanna Americano Castilho, responsável também pela área de digitalização da reserva técnica de fotografia do Instituto Moreira Salles, e também da equipe da Ipsis Gráfica e Editora, foram essenciais para manter o padrão de qualidade que possibilitou o reconhecimento internacional! E super obrigada para nosso patrocinador nesse projeto, o Hotel Arpoador Inn!

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Exposição em Madri – “Figuras Masculinas”

No próximo dia 22/10, inauguro a exposição Figuras Masculinas no Bahiana Club de Madrid. Trata-se de uma série de fotos de acervo compradas em leilão e bordadas à mão, uma por uma, com muito carinho e criatividade. Esse evento é também especial por ser a celebração do começo desse trabalho de costurar imagens, que aconteceu para outra exposição nesse mesmo local, em 2010, o Caprichos de Carol.

Indo um pouco na contramão do meu último trabalho, a série fotográfica #realvirtual #calçadão, mas ainda assim mantendo o questionamento sobre a polaridade entre analógico e digital, busquei  dar um novo significado e recobrar a importância dessas imagens impressas, esquecidas por conta do digital e eletrônico imperante nesse universo. 

Estou muito feliz de voltar pra cidade onde morei por tantos anos que me marcou profundamente como artista e como pessoa! Quem estiver por perto, pode chegar pra celebrar “entre copas y amigos”! Para quem quiser convidar os amigos, podem faze-lo através da página do evento no Facebook!

Cartel | Cartaz da exposição "Figuras Masculinas" em Madrid, por Mariana Gorman.

Cartel | Cartaz da exposição “Figuras Masculinas” em Madrid, por Mariana Gorman.

Revista O Globo

Reportagem sobre a exposição #realvirtual #calçadão que é parte da mostra sobre os 450 anos do Rio de Janeiro organizada pelo Festival Foto Rio no Centro Cultural da Justiça Federal. A exposição fica em cartaz entre 12 de junho e 02 de agosto e a abertura é no dia 11, às 19h00.

O trabalho apresentado foi inicialmente concebido para o livro Calçadão: do Leme ao Leblon (Ed. Língua Geral), e ganha um novo recorte com a curadoria de Julieta Roitman. #realvirtual #calçadão é uma série fotográfica que pesquisa sobre o tempo e o espaço da imagem digital e procura explorar essa ambiguidade entre o real e o virtual, através dos efeitos colaterais da percepção visual em uma narrativa ótica. Sendo assim, ao capturar de maneira analógica em preto e branco imagens do cotidiano no Calçadão carioca, agora presentes apenas na materialidade da tela eletrônica (através do software online Google Street View), é questionada a objetividade da percepção do espectador a partir do ponto de vista onde o pixel vira grão, a tela intangível se transforma na concretude do papel e a fronteira entre real e virtual é borrada.

#real virtual #calçadão – fotografias de Carolina Matos

Curadoria – Julieta Roitman
Impressão – Thiago Barros
Tratamento de Imagens – Joanna Americano Castilho
Laboratorista – Ailton Silva
Montagem – João Sánchez
Molduras – Enquadre

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Revista O Globo, 31 de maio de 2015, p. 13.

 

Loja virtual Colab55

Tá no ar a minha loja virtual no site da Colab55, com posters da série Vocábulos Visuais, em três tamanhos, Impressos em papel algodão Hahnemühle 200gsm!

www.colab55.com/@carolmatos

Lançamento do livro “Calçadão, do Leme ao Leblon”

A convite da Editora Língua Geral, organizei um livro de fotografia sobre o Calçadão carioca. O projeto reúne quatro ensaios fotográficos autorais, meu e de mais três fotógrafos, que se misturam ao longo da narrativa visual assim como pessoas de todos os tipos se misturam no ambiente da praia no Rio de Janeiro. Lucas Zappa, Felipe Braga e Benoit Founier se unem a mim nessa missão de retratar o cotidiano desse local. O design ficou a cargo do Cubículo e o tratamento digital de imagens e produção gráfica com Joanna Americano Castilho.

O lançamento acontecerá no dia 04 de dezembro, às 19h00, no Hotel Ipanema Inn, nosso patrocinador! Rua Maria Quitéria, 27, Rio de Janeiro. 

O trabalho que apresento nesse livro pode ser visto no Portfolio.

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Segue abaixo o texto de apresentação do livro!

Calçadão do Leme ao Leblon: margeando subjetivamente a orla carioca

Carolina Matos, outubro de 2014.

“Há a praia entre o brasileiro e sua obra, entre o brasileiro e suas utopias”.[1]

Nelson Rodrigues

 

            Há um Calçadão entre o carioca e a sua essência. Uma das calçadas mais famosas do mundo, essa estreita faixa de pavimento preto e branco na orla da Zona Sul do Rio de Janeiro condensa ao mesmo tempo e no mesmo espaço elementos da praia e da cidade. As ondas reproduzidas no padrão gráfico – um ícone perfeito da natureza volúvel dos nascidos e criados na sua área, traçam um limite ambíguo entre dois universos, mas parecem também equilibrar de um jeito místico o choque entre natureza e concreto.

            Falamos de oito mil metros de extensão para o trajeto que margeia as praias do Leme, Copacabana, Arpoador, Ipanema e Leblon. Um dos pontos mais importantes do turismo no Rio de Janeiro, a Avenida Atlântica de Copacabana começou a ser construída em 1904, na gestão do prefeito Pereira Passos. Tinha então somente seis metros de largura, que aumentariam para o dobro apenas quatro anos depois e cada vez mais dali pra frente, dando vazão ao crescente movimento de automóveis, banhistas e curiosos na região. Feito de pedras portuguesas, o Calçadão carioca segue o padrão de “O Grande Mar”, na praça do Rossio em Lisboa, desenho original que representa o encontro das águas doces do Tejo com o Oceano Atlântico, e cujas ondas atravessaram toda a imensidão de água que nos separa, atracando de vez na orla brasileira.

            Esse espaço geográfico que tomamos como tema para a narrativa visual, tão urbano e tão nativo, é para o habitué a fronteira fundamental entre o ser e o estar. Porque à beira-mar, o carioca apenas é, sem legendas, etiquetas ou sobrenomes. E somente ao cruzar a avenida, seja ela Atlântica, Vieira Souto ou Delfim Moreira, o sujeito veste a roupa e também a alma, ilustrando sua personalidade com normas, direitos e deveres.

            “Das inúmeras cidades imagináveis, devem-se excluir aquelas em que os elementos se juntam sem um fio condutor, sem um código interno, uma perspectiva, um discurso”.[2] Seguindo esses preceitos, certamente o Rio entraria na seleção do viajante Marco Polo, ou melhor, no critério do escritor italiano Ítalo Calvino para sua viagem literária às Cidades Invisíveis. “As cidades, como os sonhos, são construídas por desejos e medos, ainda que o fio condutor de seu discurso seja secreto, que as suas regras sejam absurdas, as suas perspectivas enganosas, e que todas as coisas escondam uma outra coisa.” [3] Nesse Rio de Janeiro cheio de desejos e medos, arrisco dizer que o fio condutor pode ser o Calçadão, que as regras operantes nesse espaço são incoerentes porém legitimas, as perspectivas um tanto disfarçadas e que todos os pontos de vista escondem cenários diversos.

            O trânsito de pedestres é incessante e inclusive pode gerar dependência em alguns quantos fascinados com o vasto horizonte e o despontar da liberdade anunciada pela reunião entre céu e mar. A cidade, como o oceano, vive em constante mutação e talvez seja esse ritmo comum que faça com que possam encontrar algum equilíbrio. Vez ou outra o mar reivindica seu espaço, invadindo em ressaca as pistas de concreto impostas como limite. Mas em geral, o vai e vem fica mesmo por conta dos passantes, que cruzam olhares sem nunca ancorar em nenhuma direção.

            A proposta de reproduzir a atmosfera do Calçadão em uma publicação é de fato um desafio estimulante, e o convite para organizar a empreitada foi levado à mim considerando os múltiplos aspectos que permeiam o assunto. Manifestou-se necessária, como única alternativa para não reprisar o ponto de vista recorrente em publicações preliminares, a atribuição do encargo à fotógrafos jovens e descompromissados com a agenda do turismo e da propaganda, que tem uma profunda relação com a cidade e sua rotina agitada e farta de cenários e acontecimentos. Os cariocas Felipe Braga e Lucas Zappa junto com o olhar estrangeiro de Benoit Fournier são os responsáveis pelo enredo. Para mais, me propus a mesma tarefa de registrar o Calçadão: do Leme ao Leblon, em uma incursão virtual pela área. O produto final é um livro heterogêneo e sortido de retratos recém-produzidos da orla, uma narrativa extremamente contemporânea e ao mesmo tempo atemporal, que busca levar ao leitor a captação do espírito versátil desse eterno símbolo da cidade do Rio de Janeiro.

[1] RODRIGUES, Nelson. “O Brasil Karamazov”em “O Óbvio Ululante: primeiras confissões crônicas”, São Paulo: Companhia das Letras. 1993, pg. 143.

[2] e 2 CALVINO, Ítalo. “As Cidades Invisíveis”, traduzido por Diogo Mainardi, São Paulo: Companhia das Letras, 1990, pg. 44.