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Dia Internacional da Mulher

Há algum tempo escrevi um texto no blog explicando minha relação com a costura e o bordado. Aprendi com as minhas avós essa arte tão linda e delicada, que requer tempo e dedicação. Com elas passei incontáveis horas tecendo pontos, imaginando traçados, e agora me dou conta de que aprendi muito mais, aprendi com elas sobre ser mulher… Nossas conversas, entre suas lembranças e histórias, me ensinaram como evoluímos no último século e me fizeram ter orgulho, de ser o que sou, com tudo que isso implica. Desde pequena namoro com essa técnica, e agora apresento pra vocês um trabalho dessa nova série, que transcendeu a fotografia pra moldar direto no papel o desenho bordado do amor que pode de gerar vidas. Viva as mulheres, nosso dia é todo dia!

 

Desenho 100% bordado em papel.

“Coração Selvagem”. Desenho 100% bordado em papel.

 

Falando em bordado (e no meu vício por História da Arte), como não citar o quadro “Fábula de Aracne”, mais conhecido como “Las Hilanderas”, de Diego Velázquez (1657), que se encontra em Madri, no Museo del Prado? Nesse quadro, fica claro que essa é também uma técnica para contar histórias, nesse caso através da tapeçaria, labor da mulher na Fábrica de Tapices de Santa Isabel de Madrid, que vem desde Penélope na Odisséia de Homero até a nossa tradição atual, com desenhos super contemporâneos com o das meninas do Clube do Bordado (sou fã)! O tecido é um meio ligado à arte e a tapeçaria, mas que tem a força do ferro e do fogo na representação!

"Las Hilanderas", Diego Velázquez, 1657. Museo del Prado.

“Las Hilanderas”, Diego Velázquez, 1657. Museo del Prado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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